Como parte do grupo (pastor que sou), ouso sugerir algumas razões para este alto grau de satisfação.
A principal é que o clérigo (palavra, confesso, muito feia) tem uma nítida consciência de sua missão. Ele é alimentado pela convicção que o que faz é um serviço prestado a Deus. Diante disto, a crítica se apequena, a ingratidão se torna irrelevante e o cansaço é uma espécie de prêmio a atestar o dever cumprido. É como se o trabalho dele jamais fosse em vão.
Ele pode falar a multidão, mas se relaciona com pessoas, no singular. Quando ouve suas histórias e acompanha seus dramas, sente que o seu gesto fez diferença. E isto faz diferença para ele. Seu prazer é participar da vidas das pessoas, sobretudo -- o que é paradoxal -- nas horas mais difíceis.
Um pastor pode falar o que os seus ouvintes não gostam de ouvir. Um político não pode fazer isto. Um professor não pode falar muitas vezes o que o seu alunos não querem escutar. Um médico não pode falar o que os seus pacientes não querem ouvir. Um pastor pode e raramente seus ouvintes se aborrecem com ele. Na verdade, ele intercala palavras de conforto com palavras de desafios, por vezes incômodos.
O pastor é feliz porque ele não precisa agradar as pessoas. Só precisa servi-las como sua forma de servir a Deus.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
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comentários
Parabéns pelos 12 anos dedicados a Itacuruçá.
Obrigada por não precisar agradar as pessoas.
Obrigada por servir somente a Deus.
Sabemos o quanto o Sr. é feliz.
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