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domingo 19.Mai 2013

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BOM DIA: A opção de Dilma em não perdoar, 1

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Quarenta anos depois de ter sido presa e torturada, Dilma Rouseff, do alto de sua cadeira de presidente (ou presidenta, como ela prefere) da República brasileira, resumiu seus sentimentos em relação aos que a feriram:
-- Com o passar dos anos, uma das melhores coisas que me aconteceu foi não me deixar fixar nas pessoas e nem ter por elas qualquer sentimento, nem ódio nem vingança, mas também tampouco perdão. Não há sentimento que se justifique contra esse tipo de ato. Há a frieza da razão.

A titular do Palácio do Planalto, que também pontificou que "vingar, se magoar ou odiar é ficar dependente de quem se quer odiar e vingar", lança mão do recurso da razão para enfrentar a força da emoção.
Deve ser respeitada. Quem sofre tem o direito de dar a resposta que quiser à sua dor. Não precisa do peso adicional de uma reprovação.

Quanto ao perdão, a palavra impõe uma reflexão.
De fato, muitos o reprovam, entendendo que sua concessão estimula a violência. Os torturadores, por exemplo, gostariam de ser perdoados.
Outros consideram-no uma fraqueza inventada pelo Cristianismo. Neste caso, quem perdoa abafa a razão de sua raiva, ao ter sido agredido.
Precisamos, então, por falar do perdão na perspectiva cristã.
Ele foi ensinado e vivido por Jesus. Na oração que ensinou, propôs que peçamos a Deus que nos perdoe do mesmo modo como perdoamos os que nos ferem. Perguntado sobre quantas vezes devemos perdoar, preferiu responder com uma hipérbole. Perto da morte, meditando sobre a crueldade de que foi alvo, inocente sendo e coerente com o que pregou, pediu a Deus que perdoasse seus algozes.
Se o verbo amar comporta variáveis, o verbo perdoar é absolutamente objetivo.
Quem admira (como mestre) ou adora (como Salvador) a Jesus tem diante de si, quando magoado, o estreito caminho do perdão, o mesmo caminho percorrido por ele. [CONTINUA]

ISRAEL BELO DE AZEVEDO

comentários  

 
0 # A opção de Dilma em não perdoar 2012-06-23 16:08
Muito certas suas palavras .Perdão não se impõe. Muito difíciil de se dar ,mas . necessário para nossa própria tranquilidade
Difícil mas não impossível se considerarmos o nosso estado de pecado e o Perdão de Deus para nós.Quem mais ganha com o perdão não é a pessoa perdoada mas a que perdoou . Parabéns!!
Responder
 
 
0 # O perdão, a verdade 2012-06-24 07:50
Caro pastor, perdão é sim imprescindível, mas o que dizer da justiça e da verdade? Não costumamos fazer diferença entre perdão e justiça quando nos referimos por exemplo ao caso de pessoas que cumprem pena? Não seria porque estamos tratando aí de um pecado social? E como devemos tratar os pecados sociais? Será que o esquecimento é o melhor caminho? Será então que deveríamos esquecer o holocausto? Ou a escravidão e o genocídio contra os povos indígenas? Ou o apartheid? Será que a verdade não teria um poder pedagógico?
De uma leitora assídua e que se beneficia dos seus "bom dia". Obrigada.
Responder
 
 
0 # ( ! ) 2012-06-24 20:58
Um brilho!
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