CELEBRANDO O NOSSO REDENTOR E A NOSSA REMISSÃO (Oswaldo Jacob)

1 Coríntios 11.23-29

Introdução:

a.       A celebração da Ceia do Senhor é um ato de obediência ao Senhor Jesus. Somos salvos e temos prazer no Salvador. Servos que se submetem ao Senhor. Discípulos que aprendem do seu Mestre.

b.       Como Igreja, Corpo Vivo de Cristo, somos ordenados a celebrarmos Àquele que se deu por nós na cruz, ressuscitou ao terceiro dia e, no quadragésimo dia, subiu aos céus e está à direita do Pai intercedendo por nós.

c.        Neste texto paulino que ordena a celebração da Ceia, veremos três lições fundamentais.

1.    Celebrando o nosso Redentor e a nossa remissão como uma ordem do Senhor, vv.23-25.

Há uma ordem aqui que precisamos obedecer. Paulo está dizendo que ele recebeu do Senhor o que está ensinando aos irmãos em Corinto. Aqui, o apóstolo diz que recebeu do Senhor e está passando adiante como recebeu, sem nenhuma alteração. O apóstolo fala da traição de Judas, usando a expressão: “na noite em que estava sendo traído” (v.23). No texto posterior à Ceia, Jesus prevê a negação de Pedro, vai para o Getsêmani e, em seguida, é traído por Judas (Mt 26.31-56). Este texto estava na mente e no coração do apóstolo Paulo. No texto de Mateus 26.26-30, Jesus se assenta com os seus discípulos para, juntos, celebrarem a Ceia da Redenção. O Senhor Jesus deu graças (1 Co 11.24). Neste mesmo verso, ele usa dois verbos no modo imperativo caracterizando uma ordem: Tomai e comei. Ele determinou que fizéssemos em memória dele, lembrando sempre da Sua obra vicária. “O sacramento é um meio de comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, e um meio pelo qual a fé se apropria das bênçãos que fluem de Cristo glorificado, em virtude de Sua morte” (Edwards).

Ainda no verso 24 aparece a frase “fazei isto”, ou “continuai fazendo isto”. Devemos lembrar do que Cristo fez por nós na cruz. Partindo e recebendo o pão, evocamos os sofrimentos de Cristo por nós. Em memória “de mim” é enfático. Salienta a natureza Cristocêntrica da celebração (Morris).

No verso 25, ele tomou o cálice dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue. Todo o sistema religioso judaico foi substituído pela nova aliança no sangue de Cristo. “Jesus está dizendo, pois, que o derramamento do Seu sangue é o meio de estabelecer a nova aliança. Propicia perdão de pecados, e abre o caminho para a atividade do Espírito Santo no coração do crente [...] O lugar do Senhor Jesus é  absolutamente central. Essa convicção deve sempre nos levar a comer do pão e beber do cálice até que Ele venha.

2.    Celebrando o nosso Redentor e a nossa remissão como uma marca que não se pode apagar, vv.26,27.

Paulo ensina que no comer o pão (simbolizando o corpo de Cristo) e o beber do cálice (onde está o suco da videira simbolizando o sangue) são um anuncio de Cristo até que Ele volte. É uma mensagem escatológica (últimos dias), ou seja, da Sua volta. Há um verbo muito importante aqui: “proclamais”. Este verbo significa que, ao celebrarmos a ceia do Senhor, o evangelho é anunciado, a morte de Cristo é proclamada em alto e bom som. W. Bright expressa essa verdade no seu hino: “Aqui presentes, nós expomos ante Ti / a única Oferenda a Teus olhos perfeita, / o único vero, puro, imortal Sacrifício”.

Ninguém pode participar da Ceia de forma indigna (v.27). Por que razão? Porque será culpado ou culpada do corpo e do sangue do Senhor.  A forma indigna é uma vida de incredulidade, no pecado, não levando a sério os princípios do evangelho de Cristo. Somos indignos por nós mesmos, sem nenhum mérito, de participarmos dessa celebração, mas a graça de Deus nos faz ver os nossos pecados, nos conduz ao arrependimento e nos habilita à participação efetiva numa vida de santificação. É muito importante ressaltar que a dignidade do Cordeiro de Deus, que derramou o Seu sangue por nós na cruz, nos torna dignos desse momento solene, revestido de uma santidade profunda.

3.    Celebrando o nosso redentor e a nossa remissão devemos nos examinar para vermos se podemos comer do pão e beber do cálice, vv.28,29.

Examinar-se, testar-se, provar-se ou sondar-se deve fazer parte da atitude de todos nós. Não podemos participar da celebração sem um exame apurado. Somente o Espírito Santo pode iluminar e discernir esse autoexame. “Paulo quer dizer que ninguém deve entender a Santa Comunhão como uma coisa natural, como qualquer outro serviço de culto. É uma cerimônia solene, instituída pessoalmente pelo Senhor, carregada de profunda significação. Antes de tomarmos parte em tal serviço, o mínimo que podemos fazer é um rigoroso autoexame. Deixar de fazê-lo resultará em comungar “indignamente” (v.27, Morris).

O verso 29, nos ensina que devemos distinguir, separar, a Ceia do Senhor de outras refeições da Igreja. Cada um deve fazer o autoexame consciente que faz parte do Corpo de Cristo, a Igreja. Há responsabilidade pessoal, mas também corporativa.

Conclusão:

a.       A celebração da Ceia do Senhor é uma experiencia profunda de obediência ao que Cristo ordenou a fazermos em memória dele.

b.       Quando celebramos a Ceia do Senhor expressamos o nosso louvor, a nossa adoração ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). Honramos Àquele que derramou o Seu precioso sangue por nós, nos substituindo na cruz do Calvário.

c.        Ao celebramos a Ceia, estamos proclamando ao mundo a morte e a ressurreição de Cristo Jesus até que Ele volte. Isto fazemos como Seu Corpo e de forma digna para a glória do Pai. 

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