SENHOR JEOVÁ, TU O SABES (Oswaldo Jacob)

Esta foi a resposta do profeta Ezequiel depois de indagado pelo Senhor quando da visão do Vale de ossos secos, se estes poderiam viver (37.1-14, v.3). O profeta não disse sim e nem não, mas revelou a sua plena confiança no Senhor. Com a sua resposta, ele nos ensina que devemos reconhecer a soberania e o poder de Deus. A certeza de que Deus sabe todas as coisas deve aquietar o nosso coração. Como o salmista, o nosso coração deve estar em paz no fato de quem é Deus. A nossa percepção de Deus a partir das Escrituras por meio da fé, definirá não só as nossas escolhas como também as nossas reações.

Há situações pelas quais passamos que não entendemos. Muitas vezes fazemos a pergunta: Por que pessoas íntegras, solidárias e cheias do temor de Deus, sofrem? A resposta é que Deus sabe e sempre tem um propósito em tudo. A reação do profeta não significa acomodação, justificativa, mas confiança naquele que tudo pode (Fil 4.13). O Senhor conhece profundamente a nossa dor, mas sabemos que todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que O amam, e que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28).

Somos filhos de um Pai que sempre faz o melhor. Não entendemos hoje, mas compreenderemos amanhã. Paulo nos ensina; “porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Mas quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Co 13.9-12). O que Paulo está dizendo é que somos muito limitados para entendermos os desígnios de Deus; e que o nosso Deus é ilimitado em conhecer a nossa estrutura.

Como precisamos confiar no caráter de Deus! Ele é amor e verdade; justiça e santidade; graça e perdão; misericórdia e aceitação. O nosso Pai nos ama com um amor inigualável (Is 49.15). Aprecio muito o que disse o profeta Isaias: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera”. (Is 64.4). O nosso Pai trabalha sempre para o nosso bem. Ainda que sejamos infiéis, Ele permanece fiel porque não pode negar-se a si mesmo (2 Tm 2.13).

Todos os dias devemos adorar o Deus que tudo sabe e sempre quer o nosso bem. É necessário que O adoremos à semelhança de Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, quando declarou: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; gloria, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36).

Na visão do profeta Ezequiel acerca da realidade espiritual do povo de Israel no exilio babilônico, o Deus que sabe transformou aqueles ossos sequíssimos em um exército numeroso. O Deus que está conosco no deserto, na escassez, na enfermidade, nas tempestades da vida, é o mesmo que está conosco no oásis, na terra fértil, na abundância, na saúde e na bonança, na calmaria. Ele é o Senhor que está presente nos contrastes da vida. Ele é o Senhor na saúde e na enfermidade. No emprego e no desemprego, seja qual for a circunstância, ele está presente para nos socorrer, suprir as nossas necessidades, e ministrar a abundancia da sua graça em Cristo Jesus.

Senhor, tu sabes todas as coisas! Tu és Onisciente, Onipresente e Onipotente. Recebas a nossa adoração! Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do Senhor, Pai das luzes, em quem não sombra de variação (Tg 1.17). A tua graça nos basta porque o seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza (2 Co 12.9,10). O nosso Pai nunca se engana. É impossível Ele passar desapercebido diante de nossas mazelas. O nosso Pai se importa conosco. Ele é o nosso Pastor e nada nos faltará (Sl 23.1). Devemos sempre descansar no seu amor, na sua fidelidade, justiça, verdade e no seu cuidado paternal. Diante das hecatombes da vida, o mais importante é termos a convicção de que Ele sabe. 

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