quinta 29.Jul 2010

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Prazer da Palavra - porque há mais da vida, há mais de Deus

Lucas 2.21-40: PAIS QUE CUIDAM

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Começo por ler um texto bíblico que fala de Maria e de José como pais preocupados com a saúde espiritual do seu filho Jesus.

(21) Completando-se os oito dias para a circuncisão [remoção do prepúcio do pênis] do menino [no oitavo dia], foi-lhe posto o nome de Jesus [Jesus bar José], o qual lhe tinha sido dado pelo anjo [Gabriel] antes de ele nascer. [Isto aconteceu em Jerusalém, distante 10 quilômetros de Belém, onde Jesus nasceu. A viagem demorava algumas horas, durando hoje duas horas e meia.]
(22) Completando-se o tempo da purificação deles [no quadragésimo dia do parto], de acordo com a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor (23) (como está escrito na Lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor") [Êxodo 13.2,12] (24) e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: "duas rolinhas ou dois pombinhos" [Levítico 12.8].
[Neste dia, houve as participações de Simeão e Ana, como lemos até o versículo 40. Depois foram para Nazaré, 193 quilômetros ao norte, onde Jesus passaria sua infância e adolescência.]

Entendamos as regras destas cerimônias (circuncisão e purificação), lendo Levítico 12:

Levítico 12
(1) "Disse o Senhor a Moisés [no contexto da outorga da Lei]:
(2) 'Diga aos israelitas: Quando uma mulher engravidar e der à luz um menino, estará impura por sete dias, assim como está impura durante o seu período menstrual. (3) No oitavo dia o menino terá que ser circuncidado.
(4) Então a mulher aguardará 33 dias para ser purificada do seu sangramento. Não poderá tocar em nenhuma coisa sagrada e não poderá ir ao santuário, até que se completem os dias da sua purificação. (...) Quando se completarem os dias da sua purificação pelo nascimento de um menino ou de uma menina, ela trará ao sacerdote, à entrada da Tenda do Encontro [ou Tenda da Revelação], um cordeiro de um ano para o holocausto e um pombinho ou uma rolinha como oferta pelo pecado.
(7) Ele [o sacerdote] os oferecerá ao Senhor para fazer propiciação [oferta] por ela, que ficará pura do fluxo do seu sangramento. Essa é a regulamentação para a mulher que der à luz um menino ou uma menina.
(8) Se ela não tiver recursos para oferecer um cordeiro [como foi o caso da família de Jesus], poderá trazer duas rolinhas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado. Assim o sacerdote fará propiciação por ela e ela ficará pura'".

Da obediência de Maria e José, quero derivar alguns ensinos para nós, primeiramente para os pais e depois para todos.

1. Estamos isentos, porque não somos judeus, de circuncidar nossos filhos. A igreja apostólica entendeu que os não-judeus não estão obrigados a este costume. No entanto, a circuncisão é o símbolo de um pacto, o pacto de Deus com Abraão (Atos 15.20). Nossas famílias devem viver sob o pacto, que é um compromisso que fazemos com Deus. Nossas crianças devem viver sob este pacto, até poderem faze-lo por si mesmas. Fazer e viver o pacto é escolher servir a Deus como Senhor e criar, no lar, uma atmosfera que lhe permita algumas atitudes:

. Consagre o seu filho ao Senhor, que lhe confiou para amar e cuidar.
Consagre-o num culto público. Consagre-o em suas orações particulares e familiares. Consagrar não é impor a fé, mas manifestar a sua escolha de fé e desejar que seu filho faça a mesma escolha.

. Eduque seu filho na fé em casa e na igreja.
Em casa, crie um ambiente em que Deus importa, por meio da leitura da Bíblia (de um modo que a criança receba isto como algo agradável) e da oração. Crie um ambiente favorável para que haja conversa de natureza espiritual, mesmo que venham perguntas difíceis, como, por exemplo, quem criou Deus.
Assim como o foi para Maria, educar seu filho na fé importou algum sacrifício. Ela teve que se locomover até Jerusalém apenas oito dias decorrido o parto. Seu corpo talvez não pedisse, como não nos pede por vezes o corpo na manhã de domingo...
Muitos pais querem filhos fiéis, embora não o sejam. A educação dos filhos deve incluir uma auto-educação.
Há aqui uma senhora, não membro, que traz seus netos a todas as atividades possíveis. Pela sua atitude, vejo que ela tomou uma decisão: educar seus netos na fé por meio da igreja.
 
. Traga seu filho para a igreja.
Venha porque quer vir. Venha porque quer trazer o seu filho. Se não quiser vir, venha assim mesmo por causa do seu filho.
Traga o seu filho, mantendo-o sob os seus olhares. Preste atenção no que está fazendo. Preste atenção no que a igreja lhe oferece.
Venha com seu filho para a igreja. Não troque a participação de um culto pela praia, pelo cinema, pelo programa esportivo na televisão.
Não aja negligentemente para, depois, chorar o leite derramado.

. Seja responsável para com as coisas da igreja.
Trago um relato comentado do pastor luterano Valdir Steuernagel, que vive com a esposa, Sileda, em Curitiba:
"Há em nossa casa uma mesa redonda onde acontece a maioria das nossas conversas. É lá que se fazem planos e se costuram acordos. Um dia, em torno da mesa, estávamos planejando um fim de semana em família. Como éramos seis e o lugar era longe, estava difícil achar uma solução. Quando finalmente as peças pareciam se encaixar, surgiu uma condição: os meninos queriam voltar no domingo à tarde, pois precisavam ir à igreja. Já meio exasperado, eu disse:
-- Mas não é possível faltar “uma” vez?
A resposta veio certeira:
-- Mas, pai, esse é o nosso ministério!
Eles haviam descoberto a palavra mágica: “ministério”. Afinal, era ela que, em nossa casa, tornava os compromissos “imexíveis”. Eles a usaram na hora certa e nós, como pais, entendemos a mensagem... Mas a verdade é que Silêda e eu estávamos muito felizes, pois víamos que eles, em plena adolescência, estavam achando o seu caminho e encontrando na igreja relações e atividades significativas. Ao nos mudarmos para Curitiba, no final de 1991, veio conosco uma preocupação: encontrar uma igreja que abraçasse os nossos filhos e lhes transmitisse significado. Isso aconteceu na Comunidade do Redentor. Ali eles encontraram evangelho e amigos, música e quadra de basquete, ministração bíblica e grupo de teatro. Silêda e eu somos profundamente gratos a esta igreja, que acolheu os nossos filhos e ajudou-os a encontrar o caminho da vocação. (...) É fundamental que nossas igrejas se coloquem a serviço desse evangelho e ofereçam espaço para que os jovens encontrem nesse evangelho e nesse espaço o seu significado de vida e o universo das suas relações de vida mais profundas. Os jovens sabem ocupar esse espaço e tornam-se instrumentos desse evangelho: jovens alcançam jovens". (STEUERNAGEL, Valdir. O evangelho é como primavera! -- É sob medida para os jovens". Revista Ultimato. nov-dez 2008. Disponível em
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2261&secMestre=2308&sec=2330&num_edicao=315>

. Tenha uma atitude positiva para com a igreja
Aqui vou dar um conselho aparentemente estranho: não critique a igreja para o seu filho ou na presença dele. Não estou dizendo que a igreja esteja acima das críticas. Não está.
O que estou dizendo é que seu filho não é tão maduro quanto você pensa para discernir as coisas.
Se você sempre critica o sermão do pastor, seu filho ouvirá que não vale a pena ouvir o que o pastor está dizendo. Não adiante pedir-lhe que preste atenção.
Se você tem sempre palavras acerbas sobre os membros da igreja, seu filho ouvirá que deve buscar amigos fora da igreja.
Se seu filho ouve você se queixando que parece que Deus não escuta a sua oração, ele entenderá que Deus jamais entende uma oração.
Se, ao contrário, você comenta o quanto aprendeu com a aula X da Escola Bíblica ou do sermão Y do pastor, seu filho entenderá que o professor da Escola Bíblica e o pastor têm algo a dizer.
Se seu filho vê você ajoelhado diante de Deus, ele aprenderá que este é o padrão.
Se você elogia as pessoas da igreja, mesmo sabendo que são falhas, como você é falho (ou não?), seu filho gostará de estar com eles.
Também neste campo, não é o que você diz que importa. É o que você faz.

2. Talvez, você que não tem filho para educar, se pergunte: o que posso aprender deste texto sobre a circuncisão e apresentação de Jesus?
Vejo em Maria e José uma atitude: eles levavam Deus a sério. Noto isto quando saíram de Belém para irem a Jerusalém e quando deram a Jesus o nome que Deus lhe deu (por meio do anjo, na anunciação). Talvez gostassem de algum outro nome, como Davi ou Levi, mas ficaram com o "Jesus" sugerido por Deus.
Vejo em Maria e José duas pessoas que fizeram um pacto com Deus.
Sei que a idéia de pacto anda um pouco depreciada, mas nosso relacionamento com Deus é um pacto. Graças a Jesus Cristo, é um NOVO pacto, mas é pacto.
Se você celebrou um pacto com Deus um dia, eu lhe convido a pensar como está a sua parte neste pacto. Está vivo ou esquecido?
Se você celebrou um pacto com Deus um dia mas não lhe tem mais prestado atenção, não tem cumprido sua parte, eu lhe convido a renovar a sua aliança com Deus.  Esta aliança é feita de obediência aos mandamentos de Deus e de prazer em estar em sua presença. Viver o pacto é viver sabendo que Deus está onde você está e isto lhe deixa alegre.
Se você ainda não celebrou um pacto com Deus, eu lhe chamo para fazer este pacto. Jesus fez a sua parte, com sangue, sangue que você não precisa derramar mais, sangue que pode lavar todos os seus pecados, sangue que lhe dá acesso direto ao Pai. Se ainda não fez, faça seu pacto com Deus. No seu coração, ore assim: "Meu Deus, eu aceito o sacrifício que Jesus Cristo fez na cruz, sabendo que este sacrifício foi por mim. Muito obrigado, Senhor. Eu quero que o sangue de Jesus na cruz, o sangue do novo pacto, me alcance e me torne filho de Deus".

ORGULHO (Sibbes)

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"A pobreza e a aflição jogam fora o óleo que alimenta o orgulho". (
Richard Sibbes)

João 14.1 -- QUANDO FICAMOS PERTURBADOS

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QUANDO FICAMOS PERTURBADOS
 
“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim". (João 14.1)
 
Jesus nos disse para não ficarmos perturbados (João 14.1).
Ao fazê-lo, o Mestre reconhece que podemos ficar com os nossos corações turbados. Todos os seres humanos podemos ficar perturbados, no sentido de ter nossa calma derrubada por causa de situações de difícil controle.
 
PODEMOS FICAR PERTURBADOS
Todos nós podemos ter um espinho penetrando na nossa carne, como aconteceu com o apóstolo Paulo (2Coríntios 12.7). Eis alguns deles, entre muitos:
 
1. Podemos ficar perturbados quando vemos que nossos filhos encontram dificuldade nos estudos ou no trabalho ou nos relacionamentos ou no campo da fé. Perdemos o sono. Choramos. Aconselhamos. Pedimos ajuda. Fazemos tudo o que podemos para nossos filhos ficarem bem. Nem sempre a perturbação é substituída pela paz. Davi ficou perturbado com os comportamentos de alguns dos seus filhos, como Amnon, que forçou sua meia-irmã Tamar (2Samuel 13.1) e Absalão (que tentou derrubar o pai do governo).

2. Podemos ficar perturbados quando experimentamos dificuldades com nossos cônjuges, em uma ou mais áreas, dando-nos vontade de não voltar para casa ou mesmo desistir do casamento. O autor de Provérbios fala de um tipo de vida assim, quando se refere a esposas rixosas e raivosas. ("Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda" -- Provérbios 21.19; "A goteira contínua num dia chuvoso e a mulher rixosa são semelhantes -- (Provérbios 27.15). O mesmo papel pode ser aplicado a maridos que vivem reclamando e perturbando a esposa.

3. Podemos ficar perturbados quando, na escola, no trabalho ou no condomínio, temos que conviver com pessoas que achamos que não gostam de nós e que temos certeza que fazem coisas para nos prejudicar. Quando esses desafetos são cristãos, nossa pressão sobe. Às vezes, tamanha é a perturbação, que nos dá vontade de abandonar a igreja ou mesmo a fé, como se não fôssemos perder coisas boas por causa de uma ou mais pessoas ruins. O autor da terceira carta de João tinha alguém que o perturbava: Diótrefes (1João 1.9).

4. Podemos ficar perturbados quando somos pressionados por ensinos antibíblicos ou pretensamente bíblicos, gerando dúvida ou confusão. Entre estes ensinos estão: a negação da singularidade de Jesus Cristo (porque nos dizem haver muita pretensão na afirmação de que só Jesus Cristo é o Salvador, algo ofensivo às outras religiões); a dúvida em relação à fidedignidade das Escrituras (porque nos garantem que, se Deus falou, não podemos ter certeza que a Bíblia registra com confiança essa Palavra de Deus, porque as traduções são manipuladas...); a insistência na relação entre bênção e prosperidade, segundo a qual a bênção é um direito do crente, que a pode exigir a Deus e quem não a recebe é porque tem alguma culpa ou porque não ora direito...); a insinuação que não há relação entre fé e vida, entre santidade e graça, podendo cada um viver como quiser... e a sugestão de que práticas como a homossexualidade são aceitáveis, à luz da natureza e da Bíblia... Essas afirmativas, de tão repetidas, pervertem ou confundem, resultando em perturbação.

5. Podemos ficar perturbados quando somos alcançados por uma doença (física ou emocional) que resiste em nos deixar, mesmo com muita oração e até jejum.

6. Podemos ficar perturbados quando vemos os estragos celebrados pelo exercício do nosso temperamento, pela percepção desequilibrada que temos de nós mesmos (seja na baixíssima autoestima, seja na elevada autoexaltação) ou pelo autoritarismo com que tratamos ou somos tratados ou pelos vícios que persistem em nos acompanhar nas nossas vidas.

7. Podemos ficar perturbados quando o desemprego chega à nossa casa e os recursos começam a escassear para o atendimento das necessidades pessoais ou da família.

8. Podemos ficar perturbados quando somos derrubados pela injustiça ou pela violência, embora (ou talvez por isto) tenhamos lido a promessa de que o anjo do Senhor se acampa em redor daqueles que amam a Deus (Salmo 34.7).

9. Podemos ficar perturbados quando perdemos, por acidente ou por doença, uma pessoa muita querida, o que faz com que se abra sob nossos pés o chão da vida.

10. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios: 
 
"Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.   
Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.  
Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.  
Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (...)
Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência,
pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado".
(Salmo 73.2-5, 13-14)
 
11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.
 
12. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios: 
 
"Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.   
Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.  
Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.  
Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (...) Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado". (Salmo 73.2-5, 13-14)
 
11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.
 
12. Podemos ficar perturbados quando a nossa oração não é respondida, o que nos faz tornar nosso o lamento de Jó: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo" (Jó 6.8).
 
11. Podemos ficar perturbados quando a nossa oração não é respondida, o que nos faz tornar nosso o lamento de Jó: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo" (Jó 6.8).
 
Estas perturbações podem nos levar a tomar decisões, às vezes erradas. 
 
O PAPEL DE NOSSA SENSIBILIDADE
O grau de perturbação depende de nossa sensibilidade. Como fazem parte da vida, precisamos aprender a arte da resistência. Penso muito no exemplo de Saul: perturbado por um grupo de rapazes, que zombavam dele em público, fez de conta que não ouviu. E o problema acabou (1Samuel 10.27).
Temos que nos perguntar, então, se não estamos sendo sensíveis demais. Se você está, decida mudar. Se precisar, tenha a coragem de buscar ajuda.
 
CUIDADOS QUE PRODUZEM VIDA
Todos os seres humanos podemos ficar perturbados, no sentido de ter nossa calma derrubada por causa de situações de difícil controle
Podemos nos perturbar e isto depende tanto do mundo em que vivemos, bem como do modo como reagimos aos fatos, em função de nossa sensibilidade maior ou menor.
 
1. Não tome decisão quando estiver perturbado. Você pode fazer o que não deve.
Chore, como Davi chorou por Absalão (2Samuel 18.33), mas não decida.
Não estou propondo a procrastinação como um método de vida, mas apenas nos momentos de perturbação, quando a razão falta. E decisão, embora tenha um componente emocional, deve passar também (e principalmente) por uma dimensão racional. A peneira da razão deve estar sempre em nossas mãos.
Se estiver perturbado, não faça negócios. Não compre. Não venda.
Se estiver perturbado, não termine ou comece relacionamentos.
Se estiver perturbado, não deixe sua igreja.
Se estiver perturbado, faça o que puder para que venha a serenidade. Então, decida.
 
2. Não pense fora da Bíblia, porque isto pode lhe levar a agir fora dos sábios princípios da Palavra de Deus. Deus é santo e bom. São destas virtudes que precisamos, no tempo da calma e no tempo da perturbação.
Jesus, quando expulsou os vendedores do tempo, aqueles que tomavam o nome de Deus em vão para fins comerciais, não pecou (Mateus 21.12-13). Esta é a nossa meta.
Os princípios da Bíblia são para funcionar 24 horas por dias, sempre para o nosso bem.
 
3. Tenha a coragem de perder, se for o caso (Lucas 9.25).
Li algo interessante de um jornalista de política. Observando o conflito israelo-palestino, ele escreveu: "Todos de fato querem a paz, exceto meia dúzia de tarados. Mas todos a querem nos seus termos, o que significa que a paz que querem pode ser o inferno para o[s] outro[s]. Todos querem a paz. A sua". [ROSSI , Clóvis. Todos querem a paz. A sua]. 
No mundo político a paz vem quando, numa guerra, o mais forte ou mais esperto, destrói o outro. Pode-se chamar a isto de paz? Chamamos e ainda pomos Deus no meio, orando para que Ele destrua os nossos inimigos, como fazem os poetas do Antigo Testamento antes de Jesus, cuja vitória foi a própria morte.
Antes de aprendermos com Jesus, cresçamos com Abraão. Quando seus empregados entraram em conflito com os empregados de Ló, ele decidiu perder e deu ao concorrente (e sobrinho -- não é dentro de casa que os conflitos são mais complexos?) a oportunidade de escolher os melhores campos. E houve paz, verdadeira paz. Sem que um aniquilasse o outro.
Quanto a Jesus, ele decidiu perder quando era o caso. Tentado, poderia detonar com o diabo, mas não o fez. Traído por Pedro, que o negou, poderia desclassifica-lo, mas o amou. Abandonado por seus discípulos, continuou apostando neles. Tentado a evitar a cruz, tomou-a e se deixou crucificar nela porque esta era a vontade do Pai.
Então, quando um homem rico, que vencia todas o procurou, seu conselho foi que devia ter a coragem de perder. Sua pergunta foi: que adianta ao homem ganhar tudo e perder sua vida? (Lucas 9.25) O desafio se aplica à decisão de receber a vida eterna (e quem não a tem deve aceitá-la), mas também pode ser estendido como um convite à renúncia daquilo que nos impede de ter o essencial, por causa das secundárias. Que adianta vencer, destruindo o adversário, se dentro de nós o conflito continua?
Se for o caso, decida perder, se este for o preço para a paz, no seu relacionamento em casa, na escola, no trabalho ou na igreja.
 
4. Decida sempre tendo em vista o que tem valor eterno (2Coríntios 4.18). 
Leiamos as inspiradas palavras do apóstolo Paulo, que diz:
 
"Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê,
mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório,
mas o que não se vê é eterno".

(2Coríntios 4.18). 
 
E depois explica:
 
"Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, 
temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas.
Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial, 
porque, estando vestidos, não seremos encontrados nus. 
Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, 
porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, 
para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida. 
Foi Deus que nos preparou para esse propósito, 
dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir. 
Portanto, temos sempre confiança e 
sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor. 
Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos"
(2 Coríntios 5.1-7)
 
Estamos tomando decisões visando coisas que desaparecem ou mirando aquilo que tem valor eterno?
Se formos honestos, notaremos que a maioria de nossas brigas visa vitórias de Pirro. (Como sabemos, Pirro foi o general grego que, em 279 a.C., venceu a Batalha de Ásculo contra os romanos, mas pagou um alto preço, com muitas perdas humanos. Ele, vitorioso, teria dito: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido". Vitória de Pirro designa um triunfo que traz, no seu bojo, prejuízos irreparáveis, às vezes maiores que os de uma derrota).
Se formos honestos, observaremos que muitas vitórias que alcançamos têm o mesmo valor das derrotas. Não fazem diferença alguma naquilo que importa. É como ganhar uma discussão? O que ganhamos? Quase sempre um inimigo.
 
Quando Jesus diz que não devemos perturbar os nossos corações, ele acrescenta:

"Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. 
Vou preparar-lhes lugar. 
E se [quando]eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim,
para que vocês estejam onde eu estiver". 
(João 14.2-3)
 
Eis a promessa que importa.
É por este tipo de esperança que devemos viver.
 
5. Por último, porque atitude mais importante: Confie em Deus, ao ponto de deixar que Ele aja (Salmo 37.5), em parceria conosco ou não. Não é Deus quem preserva a nossa vida impedindo que os nossos pés escorreguem? (Salmo 66.9)
Quando não confiamos em Deus, desesperamos e fazemos do nosso jeito, o que só faz aumentar (não reduzir) nossa perturbação. Agimos porque Deus demora. Agimos porque nosso braço é mais longo que o dEle. Agimos porque somos mais rápidos. Somos? A pergunta que está em Jó deve nos servir de convite à confiança: "Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele?" (Jó 40.9).
Quando não confiamos em Deus, impedimos que Deus aja. Deus não disputa sabedoria conosco. Deus não disputa soberania conosco. Ele não nos dispensa de agir, mas nos convida a deixar o controle com Ele. Ele enxerga acima da montanha. Ele sabe o que vem depois da curva. Ele vê abaixo da superfície.
Quando confiamos em Deus, desconfiamos -- o que é sempre necessário -- de nós mesmos. Nosso coração não é mesmo enganoso? (Jeremias 17.9)
Quando confiamos em Deus, cremos que Ele é o conselheiro maravilhoso, o Deus todo-poderoso, o Pai eterno e Príncipe da paz (contra toda a perturbação)? (Isaías 9.6)
Quando confiamos em Deus, pomos em prática o que dizemos em nossas orações e em nossos louvores. Confiar é pôr a fé em prática.
Quando confiamos em Deus, termos a oportunidade de ver Deus em ação, conhecendo-O ainda mais. Jônatas foi para uma batalha crendo assim: “Nada pode impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos” (1Samuel 14.6), isto é, estejamos fracos ou fortes, tenhamos muitos recursos ou poucos. Afinal, quando a mão de Deus está estendida em nossa direção, "quem pode fazê-la recuar?" (Isaías 14.27)
 
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
 

Astronautas leem Gênesis 1 enquanto circunavegam a lua (legendado)

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Em 1968, a nave Apollo 8 fez um voo tripulado de circunavegação à lua.
Do espaço, os astronautas enviaram um "feliz natal" lendo os primeiros versiculos de Gênesis 1.

Assista AGORA (legendado)

LEITURAS BÍBLICAS ESSENCIAIS SOBRE O NATAL DE JESUS CRISTO

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LEITURAS BÍBLICAS ESSENCIAIS SOBRE O NATAL DE JESUS CRISTO

(ALGUMAS) PROFECIAS

1
A espera pelo Messias Jesus que nasceria na plenitude do tempo começou desde quando Abraão recebeu um convite há quatro milênios. O convite era para deixar os deuses dos seus pais e partir para uma nova terra que ainda lhe seria mostrada.
Este convite de Deus a Abraão continha uma promessa que ia além da sua família, além do seu povo e além do seu tempo:
"Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. E por meio de você todos os povos da terra serão abençoados". (Gênesis 12.2-3. 28.)

2
Desde então o povo esperou.

3
E Deus foi empurrando a linha do tempo para a frente. Enquanto isto, ia revelando por meio dos seus profetas como a promessa a Abraão seria cumprida.
Ao profeta Miquéias (oito séculos antes de Jesus nascer), Deus revelou que a promessa começaria a se cumprir com o nascimento do Messias, numa obscura cidade:
“Tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos. Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra. Ele será a sua paz" (Miquéias 5.1-5)

4
Vislumbrando a infância do Messias, na mesm época, o profeta Isaías escreveu:
"Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo". (Isaías 11.1)
"A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel" (Isaias 7.14).

5
O mesmo profeta imaginou:
"Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre". (Isaias 9.6-7)

6
Então, como primeiro o viram os pastores que estavam nos campos próximos de Belém cuidando dos seus rebanhos,
"O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz". (Isaias 9.2)

7
No momento em que a família de Jesus teve que fugir, foi para o Egito, de onde foi chamado, para morar em Nazaré junto com os pais, como escreveu o profeta Oseias (também oito séculos antes):
"Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho". (Oséias 11.1)

8
A missão deste Messias compreenderia todas as necessidades humanas. Para isto:
"O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor. E ele se inspirará no temor do Senhor. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu; mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres". (Isaías 11.2-4)

9
Quando começou a sua missão entre nós, o Messias Jesus usou uma profecia a seu respeito para descrever como pastorearia o seu povo:
"O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor; para consolar todos os que andam tristes". (Isaías 61.1-3)

10
Como percebeu o profeta Isaías,
"Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias". (Isaias 40.11)

11
Assim mesmo, como adiantou o mesmo Isaías:
Jesus "foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. 
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós"
(Isaías 53.1-6)

12
Depois que [os magos] partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes.
Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.
(Mateus 2 2.13-20)

(ALGUNS) FATOS

1
"Foi assim o nascimento de Jesus Cristo:
No sexto mês Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria.
O anjo, aproximando-se dela, disse: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você! Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus".
(Mateus 1.18a, Lucas 1,26-31)

2
"Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo".
(Mateus 1.18)

3
"Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.
Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria".
(Lucas 2.1,4,5-7)

4
"Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.
E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.
Quando os anjos os deixaram e foram para os céus, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”.
Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.
Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados.
Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração".
(Lucas 2.8.9,15-19)

5
"Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.
Completando-se o tempo da purificação deles, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor",
(Lucas 2.21-22)

6
"Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do oriente chegaram a Jerusalém (...) e a estrela que tinham visto no oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.
Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra".
(Mateus 2.1, 9b, 10, 11)

7
Herodes "ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos". (Mateus 2.16)

8
"Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.
Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.
Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galiléia e foi viver numa cidade chamada Nazaré".
(Mateus 2.19-23)

9
"O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa.
Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.
Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.
(Lucas 2.40-42, 52)

10
"No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Ele estava com Deus no princípio.
Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus,
Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade".
(João 1.1,1,10-12,14)


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