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domingo 19.Mai 2013

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Prazer da Palavra

João 14.1 -- QUANDO FICAMOS PERTURBADOS

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QUANDO FICAMOS PERTURBADOS
 
“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim". (João 14.1)
 
Jesus nos disse para não ficarmos perturbados (João 14.1).
Ao fazê-lo, o Mestre reconhece que podemos ficar com os nossos corações turbados. Todos os seres humanos podemos ficar perturbados, no sentido de ter nossa calma derrubada por causa de situações de difícil controle.
 
PODEMOS FICAR PERTURBADOS
Todos nós podemos ter um espinho penetrando na nossa carne, como aconteceu com o apóstolo Paulo (2Coríntios 12.7). Eis alguns deles, entre muitos:
 
1. Podemos ficar perturbados quando vemos que nossos filhos encontram dificuldade nos estudos ou no trabalho ou nos relacionamentos ou no campo da fé. Perdemos o sono. Choramos. Aconselhamos. Pedimos ajuda. Fazemos tudo o que podemos para nossos filhos ficarem bem. Nem sempre a perturbação é substituída pela paz. Davi ficou perturbado com os comportamentos de alguns dos seus filhos, como Amnon, que forçou sua meia-irmã Tamar (2Samuel 13.1) e Absalão (que tentou derrubar o pai do governo).

2. Podemos ficar perturbados quando experimentamos dificuldades com nossos cônjuges, em uma ou mais áreas, dando-nos vontade de não voltar para casa ou mesmo desistir do casamento. O autor de Provérbios fala de um tipo de vida assim, quando se refere a esposas rixosas e raivosas. ("Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda" -- Provérbios 21.19; "A goteira contínua num dia chuvoso e a mulher rixosa são semelhantes -- (Provérbios 27.15). O mesmo papel pode ser aplicado a maridos que vivem reclamando e perturbando a esposa.

3. Podemos ficar perturbados quando, na escola, no trabalho ou no condomínio, temos que conviver com pessoas que achamos que não gostam de nós e que temos certeza que fazem coisas para nos prejudicar. Quando esses desafetos são cristãos, nossa pressão sobe. Às vezes, tamanha é a perturbação, que nos dá vontade de abandonar a igreja ou mesmo a fé, como se não fôssemos perder coisas boas por causa de uma ou mais pessoas ruins. O autor da terceira carta de João tinha alguém que o perturbava: Diótrefes (1João 1.9).

4. Podemos ficar perturbados quando somos pressionados por ensinos antibíblicos ou pretensamente bíblicos, gerando dúvida ou confusão. Entre estes ensinos estão: a negação da singularidade de Jesus Cristo (porque nos dizem haver muita pretensão na afirmação de que só Jesus Cristo é o Salvador, algo ofensivo às outras religiões); a dúvida em relação à fidedignidade das Escrituras (porque nos garantem que, se Deus falou, não podemos ter certeza que a Bíblia registra com confiança essa Palavra de Deus, porque as traduções são manipuladas...); a insistência na relação entre bênção e prosperidade, segundo a qual a bênção é um direito do crente, que a pode exigir a Deus e quem não a recebe é porque tem alguma culpa ou porque não ora direito...); a insinuação que não há relação entre fé e vida, entre santidade e graça, podendo cada um viver como quiser... e a sugestão de que práticas como a homossexualidade são aceitáveis, à luz da natureza e da Bíblia... Essas afirmativas, de tão repetidas, pervertem ou confundem, resultando em perturbação.

5. Podemos ficar perturbados quando somos alcançados por uma doença (física ou emocional) que resiste em nos deixar, mesmo com muita oração e até jejum.

6. Podemos ficar perturbados quando vemos os estragos celebrados pelo exercício do nosso temperamento, pela percepção desequilibrada que temos de nós mesmos (seja na baixíssima autoestima, seja na elevada autoexaltação) ou pelo autoritarismo com que tratamos ou somos tratados ou pelos vícios que persistem em nos acompanhar nas nossas vidas.

7. Podemos ficar perturbados quando o desemprego chega à nossa casa e os recursos começam a escassear para o atendimento das necessidades pessoais ou da família.

8. Podemos ficar perturbados quando somos derrubados pela injustiça ou pela violência, embora (ou talvez por isto) tenhamos lido a promessa de que o anjo do Senhor se acampa em redor daqueles que amam a Deus (Salmo 34.7).

9. Podemos ficar perturbados quando perdemos, por acidente ou por doença, uma pessoa muita querida, o que faz com que se abra sob nossos pés o chão da vida.

10. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios: 
 
"Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.   
Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.  
Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.  
Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (...)
Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência,
pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado".
(Salmo 73.2-5, 13-14)
 
11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.
 
12. Podemos ficar perturbados quando alguém menos capaz do que nós ou menos honesto do que nós ou menos crente do que nós é reconhecido pelo que não é e nós, esquecidos. O protesto do salmista reverbera pelos milênios: 
 
"Quanto a mim, os meus pés quase tropeçaram; por pouco não escorreguei.   
Pois tive inveja dos arrogantes quando vi a prosperidade desses ímpios.  
Eles não passam por sofrimento e têm o corpo saudável e forte.  
Estão livres dos fardos de todos; não são atingidos por doenças como os outros homens. (...) Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado". (Salmo 73.2-5, 13-14)
 
11. Podemos ficar perturbados quando nossa amizade não é correspondida.
 
12. Podemos ficar perturbados quando a nossa oração não é respondida, o que nos faz tornar nosso o lamento de Jó: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo" (Jó 6.8).
 
11. Podemos ficar perturbados quando a nossa oração não é respondida, o que nos faz tornar nosso o lamento de Jó: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo" (Jó 6.8).
 
Estas perturbações podem nos levar a tomar decisões, às vezes erradas. 
 
O PAPEL DE NOSSA SENSIBILIDADE
O grau de perturbação depende de nossa sensibilidade. Como fazem parte da vida, precisamos aprender a arte da resistência. Penso muito no exemplo de Saul: perturbado por um grupo de rapazes, que zombavam dele em público, fez de conta que não ouviu. E o problema acabou (1Samuel 10.27).
Temos que nos perguntar, então, se não estamos sendo sensíveis demais. Se você está, decida mudar. Se precisar, tenha a coragem de buscar ajuda.
 
CUIDADOS QUE PRODUZEM VIDA
Todos os seres humanos podemos ficar perturbados, no sentido de ter nossa calma derrubada por causa de situações de difícil controle
Podemos nos perturbar e isto depende tanto do mundo em que vivemos, bem como do modo como reagimos aos fatos, em função de nossa sensibilidade maior ou menor.
 
1. Não tome decisão quando estiver perturbado. Você pode fazer o que não deve.
Chore, como Davi chorou por Absalão (2Samuel 18.33), mas não decida.
Não estou propondo a procrastinação como um método de vida, mas apenas nos momentos de perturbação, quando a razão falta. E decisão, embora tenha um componente emocional, deve passar também (e principalmente) por uma dimensão racional. A peneira da razão deve estar sempre em nossas mãos.
Se estiver perturbado, não faça negócios. Não compre. Não venda.
Se estiver perturbado, não termine ou comece relacionamentos.
Se estiver perturbado, não deixe sua igreja.
Se estiver perturbado, faça o que puder para que venha a serenidade. Então, decida.
 
2. Não pense fora da Bíblia, porque isto pode lhe levar a agir fora dos sábios princípios da Palavra de Deus. Deus é santo e bom. São destas virtudes que precisamos, no tempo da calma e no tempo da perturbação.
Jesus, quando expulsou os vendedores do tempo, aqueles que tomavam o nome de Deus em vão para fins comerciais, não pecou (Mateus 21.12-13). Esta é a nossa meta.
Os princípios da Bíblia são para funcionar 24 horas por dias, sempre para o nosso bem.
 
3. Tenha a coragem de perder, se for o caso (Lucas 9.25).
Li algo interessante de um jornalista de política. Observando o conflito israelo-palestino, ele escreveu: "Todos de fato querem a paz, exceto meia dúzia de tarados. Mas todos a querem nos seus termos, o que significa que a paz que querem pode ser o inferno para o[s] outro[s]. Todos querem a paz. A sua". [ROSSI , Clóvis. Todos querem a paz. A sua]. 
No mundo político a paz vem quando, numa guerra, o mais forte ou mais esperto, destrói o outro. Pode-se chamar a isto de paz? Chamamos e ainda pomos Deus no meio, orando para que Ele destrua os nossos inimigos, como fazem os poetas do Antigo Testamento antes de Jesus, cuja vitória foi a própria morte.
Antes de aprendermos com Jesus, cresçamos com Abraão. Quando seus empregados entraram em conflito com os empregados de Ló, ele decidiu perder e deu ao concorrente (e sobrinho -- não é dentro de casa que os conflitos são mais complexos?) a oportunidade de escolher os melhores campos. E houve paz, verdadeira paz. Sem que um aniquilasse o outro.
Quanto a Jesus, ele decidiu perder quando era o caso. Tentado, poderia detonar com o diabo, mas não o fez. Traído por Pedro, que o negou, poderia desclassifica-lo, mas o amou. Abandonado por seus discípulos, continuou apostando neles. Tentado a evitar a cruz, tomou-a e se deixou crucificar nela porque esta era a vontade do Pai.
Então, quando um homem rico, que vencia todas o procurou, seu conselho foi que devia ter a coragem de perder. Sua pergunta foi: que adianta ao homem ganhar tudo e perder sua vida? (Lucas 9.25) O desafio se aplica à decisão de receber a vida eterna (e quem não a tem deve aceitá-la), mas também pode ser estendido como um convite à renúncia daquilo que nos impede de ter o essencial, por causa das secundárias. Que adianta vencer, destruindo o adversário, se dentro de nós o conflito continua?
Se for o caso, decida perder, se este for o preço para a paz, no seu relacionamento em casa, na escola, no trabalho ou na igreja.
 
4. Decida sempre tendo em vista o que tem valor eterno (2Coríntios 4.18). 
Leiamos as inspiradas palavras do apóstolo Paulo, que diz:
 
"Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê,
mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório,
mas o que não se vê é eterno".

(2Coríntios 4.18). 
 
E depois explica:
 
"Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, 
temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas.
Enquanto isso, gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação celestial, 
porque, estando vestidos, não seremos encontrados nus. 
Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, 
porque não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial, 
para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida. 
Foi Deus que nos preparou para esse propósito, 
dando-nos o Espírito como garantia do que está por vir. 
Portanto, temos sempre confiança e 
sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe do Senhor. 
Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos"
(2 Coríntios 5.1-7)
 
Estamos tomando decisões visando coisas que desaparecem ou mirando aquilo que tem valor eterno?
Se formos honestos, notaremos que a maioria de nossas brigas visa vitórias de Pirro. (Como sabemos, Pirro foi o general grego que, em 279 a.C., venceu a Batalha de Ásculo contra os romanos, mas pagou um alto preço, com muitas perdas humanos. Ele, vitorioso, teria dito: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido". Vitória de Pirro designa um triunfo que traz, no seu bojo, prejuízos irreparáveis, às vezes maiores que os de uma derrota).
Se formos honestos, observaremos que muitas vitórias que alcançamos têm o mesmo valor das derrotas. Não fazem diferença alguma naquilo que importa. É como ganhar uma discussão? O que ganhamos? Quase sempre um inimigo.
 
Quando Jesus diz que não devemos perturbar os nossos corações, ele acrescenta:

"Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. 
Vou preparar-lhes lugar. 
E se [quando]eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim,
para que vocês estejam onde eu estiver". 
(João 14.2-3)
 
Eis a promessa que importa.
É por este tipo de esperança que devemos viver.
 
5. Por último, porque atitude mais importante: Confie em Deus, ao ponto de deixar que Ele aja (Salmo 37.5), em parceria conosco ou não. Não é Deus quem preserva a nossa vida impedindo que os nossos pés escorreguem? (Salmo 66.9)
Quando não confiamos em Deus, desesperamos e fazemos do nosso jeito, o que só faz aumentar (não reduzir) nossa perturbação. Agimos porque Deus demora. Agimos porque nosso braço é mais longo que o dEle. Agimos porque somos mais rápidos. Somos? A pergunta que está em Jó deve nos servir de convite à confiança: "Seu braço é como o de Deus, e sua voz pode trovejar como a dele?" (Jó 40.9).
Quando não confiamos em Deus, impedimos que Deus aja. Deus não disputa sabedoria conosco. Deus não disputa soberania conosco. Ele não nos dispensa de agir, mas nos convida a deixar o controle com Ele. Ele enxerga acima da montanha. Ele sabe o que vem depois da curva. Ele vê abaixo da superfície.
Quando confiamos em Deus, desconfiamos -- o que é sempre necessário -- de nós mesmos. Nosso coração não é mesmo enganoso? (Jeremias 17.9)
Quando confiamos em Deus, cremos que Ele é o conselheiro maravilhoso, o Deus todo-poderoso, o Pai eterno e Príncipe da paz (contra toda a perturbação)? (Isaías 9.6)
Quando confiamos em Deus, pomos em prática o que dizemos em nossas orações e em nossos louvores. Confiar é pôr a fé em prática.
Quando confiamos em Deus, termos a oportunidade de ver Deus em ação, conhecendo-O ainda mais. Jônatas foi para uma batalha crendo assim: “Nada pode impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos” (1Samuel 14.6), isto é, estejamos fracos ou fortes, tenhamos muitos recursos ou poucos. Afinal, quando a mão de Deus está estendida em nossa direção, "quem pode fazê-la recuar?" (Isaías 14.27)
 
ISRAEL BELO DE AZEVEDO
 

LEITURAS BÍBLICAS ESSENCIAIS SOBRE O NATAL DE JESUS CRISTO

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LEITURAS BÍBLICAS ESSENCIAIS SOBRE O NATAL DE JESUS CRISTO

(ALGUMAS) PROFECIAS

1
A espera pelo Messias Jesus que nasceria na plenitude do tempo começou desde quando Abraão recebeu um convite há quatro milênios. O convite era para deixar os deuses dos seus pais e partir para uma nova terra que ainda lhe seria mostrada.
Este convite de Deus a Abraão continha uma promessa que ia além da sua família, além do seu povo e além do seu tempo:
"Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. E por meio de você todos os povos da terra serão abençoados". (Gênesis 12.2-3. 28.)

2
Desde então o povo esperou.

3
E Deus foi empurrando a linha do tempo para a frente. Enquanto isto, ia revelando por meio dos seus profetas como a promessa a Abraão seria cumprida.
Ao profeta Miquéias (oito séculos antes de Jesus nascer), Deus revelou que a promessa começaria a se cumprir com o nascimento do Messias, numa obscura cidade:
“Tu, Belém-Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos. Ele se estabelecerá e os pastoreará na força do Senhor, na majestade do nome do Senhor, o seu Deus. E eles viverão em segurança, pois a grandeza dele alcançará os confins da terra. Ele será a sua paz" (Miquéias 5.1-5)

4
Vislumbrando a infância do Messias, na mesm época, o profeta Isaías escreveu:
"Um ramo surgirá do tronco de Jessé, e das suas raízes brotará um renovo". (Isaías 11.1)
"A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel" (Isaias 7.14).

5
O mesmo profeta imaginou:
"Um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre". (Isaias 9.6-7)

6
Então, como primeiro o viram os pastores que estavam nos campos próximos de Belém cuidando dos seus rebanhos,
"O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz". (Isaias 9.2)

7
No momento em que a família de Jesus teve que fugir, foi para o Egito, de onde foi chamado, para morar em Nazaré junto com os pais, como escreveu o profeta Oseias (também oito séculos antes):
"Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho". (Oséias 11.1)

8
A missão deste Messias compreenderia todas as necessidades humanas. Para isto:
"O Espírito do Senhor repousará sobre ele, o Espírito que dá sabedoria e entendimento, o Espírito que traz conselho e poder, o Espírito que dá conhecimento e temor do Senhor. E ele se inspirará no temor do Senhor. Não julgará pela aparência, nem decidirá com base no que ouviu; mas com retidão julgará os necessitados, com justiça tomará decisões em favor dos pobres". (Isaías 11.2-4)

9
Quando começou a sua missão entre nós, o Messias Jesus usou uma profecia a seu respeito para descrever como pastorearia o seu povo:
"O Espírito do Soberano, o Senhor, está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor; para consolar todos os que andam tristes". (Isaías 61.1-3)

10
Como percebeu o profeta Isaías,
"Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias". (Isaias 40.11)

11
Assim mesmo, como adiantou o mesmo Isaías:
Jesus "foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. 
Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós"
(Isaías 53.1-6)

12
Depois que [os magos] partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”.
Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, onde ficou até a morte de Herodes.
Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.
(Mateus 2 2.13-20)

(ALGUNS) FATOS

1
"Foi assim o nascimento de Jesus Cristo:
No sexto mês Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria.
O anjo, aproximando-se dela, disse: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você! Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus".
(Mateus 1.18a, Lucas 1,26-31)

2
"Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo".
(Mateus 1.18)

3
"Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi.
Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria".
(Lucas 2.1,4,5-7)

4
"Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos.
E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados.
Quando os anjos os deixaram e foram para os céus, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos deu a conhecer”.
Então correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.
Depois de o verem, contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, e todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados.
Maria, porém, guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu coração".
(Lucas 2.8.9,15-19)

5
"Completando-se os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.
Completando-se o tempo da purificação deles, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor",
(Lucas 2.21-22)

6
"Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do oriente chegaram a Jerusalém (...) e a estrela que tinham visto no oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.
Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo.
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra".
(Mateus 2.1, 9b, 10, 11)

7
Herodes "ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos". (Mateus 2.16)

8
"Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”.
Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.
Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galiléia e foi viver numa cidade chamada Nazaré".
(Mateus 2.19-23)

9
"O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa.
Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.
Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.
(Lucas 2.40-42, 52)

10
"No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Ele estava com Deus no princípio.
Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu.
Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus,
Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade".
(João 1.1,1,10-12,14)


Manning insiste no furioso amor de Deus

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A editora Mundo Cristão publica mais um Brennan Manning. É "O anseio furioso de Deus".
Fininho (107p.), nele Manning retoma suas idéias principais, já apresentadas nos seus outros  livros. Quem leu os anteriores sente-se lendo um resumo.
Quem lê Manning pela primeira vez encontra-se com um autor que, a partir de suas experiências, é bastante claro e didático sobre a ternura de Deus.
Recomendo para quem nunca leu Manning.
Recomendo para quem quer presentear um amigo que não crê num Deus que furiosamente ama o ser humano, ao ponto de morrer por ele na cruz.
Veja o que ele diz: "Enquanto o amor de Deus, que não conhece fronteiras, limites ou pontos de ruptura, não for interiorizado por meio de uma decisão pessoal; enquanto o anseio furioso de Deus não tomar conta da imaginação; enquanto o coração não for congraçado com mente pura e simplesmente por meio da graça, nada acontece. A idolatria das ideias deixou-me inchado, tacanho e intolerante em relação a qualquer ideia que não coincida com as minhas". (p. 56)

 
 

Gálatas 2.20 -- QUEM VIVE EM MIM

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Lemos Gálatas 2.20 e fazemos deste verso o texto áureo de nossa vida:
 
"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gálatas 2.20)
No entanto, o que significa esta linda expressão: "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim"?
 
Eu lhe convido a ler comigo alguns outros textos próximos desta mesma idéia.
 
1
Primeiro, ouçamos Jesus dizer:
 
"Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa". (João 6.57)
"Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado". (João 8.34)
"Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele". (João 14.23)
 
Quando lemos a história de Moisés, vemos um homem cheio de equívocos sobre si mesmo e ao mesmo tempo vemos o que uma pessoa que aprende com Deus pode vir a ser.
Na primeira vez que ficamos sabendo de Moisés, ele está matando uma pessoa, razão por que teve que fugir. Moisés era alguém que, indignado com a violência, reagia com violência. Moisés vai deixando o Espírito de Deus tomar corpo dentro do seu corpo, ao ponto de o autor bíblico dizer que ele "era homem mui manso ["paciente", na NVI], mais do que todos os homens que havia sobre a terra. (Números 12.3) O explosivo Moisés se tornou o manso Moisés, transformação que pode acontecer em todo aquele que ama a Deus e aprende com Ele.
Quando foi chamado para uma missão no Egito, que culminaria com o êxodo, Moisés achou que ele iria libertar o povo; por isto, temeu e refugou, perguntando: "Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito?” (Êxodo 3.11) No entanto, quando Deus diz quem faria a libertação (Disse Deus: "Estenderei a minha mão e ferirei os egípcios com todas as maravilhas que realizarei no meio deles. Depois disso ele os deixará sair" -- Êxodo 3.20), ele aceitou a tarefa. Moisés se torna um vencedor quando sai da autossuficiência de si mesmo para a total dependência de Deus.
Lemos vários discursos de Moisés, o homem que disse que não sabia falar. Talvez não soubesse mesmo, mas aprendeu. Ele estava cheio de Deus e fala dEle com entusiasmo, como um Senhor com quem falava como quem fala ao seu amigo (Êxodo 33.11a -- "O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo").
Deus era o centro da vida de Moisés.
O centro da vida de Jesus não era Jesus; era Seu Pai. Cristo vive em nós quando o centro de nossa vida é Cristo e não nós mesmos. Se é Ele Quem importa em primeiro lugar, Ele vive em nós. Quem conhece e ouve as palavras de Jesus, mesmo aquelas mais incômodas, como o seu alimento diário, vive por causa de Jesus.
Cristo vive naquele que é seu escravo, não escravo do pecado. Podemos pensar, pensar, pensar, mas ou o pecado nos domina ou Jesus nos controla. Ou somos escravos de nós mesmos ou escravos de Jesus. A quem temos escolhido?
Cristo vive naquele que obedece às suas palavras. A comunhão com Jesus começa com o conhecimento da sua palavra, com a audição da sua palavra e com a obediência a sua palavra. 
Esta é a batalha do discípulo. Queremos ouvir a Jesus, mas o nosso eu quer ouvir a nós mesmos. Tendemos a pôr os ouvidos no nosso próprio coração, mas sabemos que precisamos pôr os nossos ouvidos no coração de Jesus. É o pulsar deste coração que realmente nos faz viver felizes.
Jesus é o nosso modelo no nosso relacionamento com Deus.
 
2
Agora, vivamos o que o apóstolo Paulo escreveu aos romanos:
 
"Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor". (Romanos 14.8)
"Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim". (Romanos 7.17)
"Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim". (Romanos 7.20)
"Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus". (Romanos 8.13-14)
 
Estes versos lançam fora todo o cinismo, como o de uma mulher que procurou um advogado.
Ela era viúva  e um vizinho se aproximou dela, dizendo-se apaixonado. Prometeu que iria casar com ela e ela o colocou dentro de casa. Após a primeira noite, em que compartilharam a mesma cama, ele foi embora e disse que não queria casar mais com ela.
A vizinhança ficou sabendo que os dois tiveram um caso. Ela ficou envergonhada. Por isto, procurou o advogado, em busca de uma reparação por danos morais à sua honra. Em sua justificativa, ela disse: "Eu sou evangélica e a situação ficou muito difícil para mim na minha igreja".
Seu pecado não a incomodava. Tendo vivido uma situação desagradável, queria agora ganhar dinheiro com o seu próprio pecado.
À primeira leitura dos seus argumentos sobre o pecado, o apóstolo Paulo nos deixa à vontade. Ele admite que é um pecador. Ele reconhece que o pecado ainda o domina. Ficamos, então, à vontade. Como pecadores, estamos na companhia do apóstolo Paulo.
No entanto, o apóstolo Paulo nos deixa constrangidos. Quando pecamos, somos escravos do pecado, como disse Jesus (João 8.34). Então, precisamos morrer para o pecado. Queremos?
É constrangedor: ou pertencemos ao pecado ou pertencemos a Deus. Ou somos habitados por Deus ou somos habitados pelo pecado.
Precisamos mortificar (matar) nossos atos naturais. Alguém nos ofende, ofendemos. Alguém nos seduz, seguimos. Alguém nos magoa, magoamos. Todo mundo faz, fazemos.
É claro que não conseguimos não pecar, mas não podemos desistir de viver sem pecar.
 
3
Dirigindo-se aos gálatas, Paulo nos orienta:
 
"É evidente que diante de Deus ninguém é justificado pela Lei, pois “o justo viverá pela fé”". (Gálatas  3.11)
"Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito". (Gálatas  5.25)
 
Um dos nossos piores inimigos e o senso de justiça própria, que gera revolta quando as coisas dão errado. 
Um homem teve o seu casamento destroçado. Ele dizia que fez tudo certo, mas as coisas não deram certo. Separado, durante um tempo viveu como um crente, mas não encontrou uma namorada para retomar sua vida conjugal. Então, se cansou. Ele dizia que não valia a pena ter feito as coisas certas e que não era justo ele continuar sozinho, ele que sempre foi obediente a Deus, e que agora iria resolver as coisas do seu jeito. E seguiu seu instinto vida afora.
 
Devemos tomar cuidado. Não somos capazes de não pecar.
Ótimo: então vamos continuar pecando, já que não conseguimos não pecar...
Não, não é isto o que a Palavra de Deus afirma. O que a Bíblia nos diz é que somos incapazes de não pecar, mas devemos mortificar nossos desejos pecaminosos, sejam quais forem. 
O que a Bíblia nos diz que a fé nos capacita a não pecar, no sentido, de não desejar pecar e de evitar as situações que nos facilitem pecar.
Um dos nossos pecados é achar que podemos não pecar por nós mesmos, 
Outro dos nossos pecados é achar que, como não conseguimos não pecar, então que pequemos sem culpa.
O que precisamos é nos agarrar ao desejo de viver pelo Espírito de Deus, não por nossa carne. Nossa canção deve ser: "não eu, mas tu, Senhor". É neste sentido também que pertencemos ao Senhor.
 
4
O mesmo Paulo orienta a Timóteo sobre a fonte de uma vida autêntica, que melhor compreendemos lendo Tiago.
 
"Quanto ao que lhe foi confiado, guarde-o por meio do Espírito Santo que habita em nós". (2Timóteo 1.14)
 
"Adúlteros --  grita Tiago contra aqueles que querem viver dois amores ao mesmo tempo, lembrando Deuteronômio 32.21a (em que Deus diz: "Provocaram-me os ciúmes com aquilo que nem deus é e irritaram-me com seus ídolos inúteis") --, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes? (Tiago 4.4-5)
 
O conflito continua. No meu coração. Nos nossos. Sobretudo, se a decisão envolve dinheiro. As se memorizássemos o que Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro". (Mateus 6.24) Ah se prestássemos a atenção à reação de algumas pessoas a esta declaração de Jesus: "Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam de Jesus".  (Lucas 16.14) Os fariseus e tantos de nós somos habitados pelo dinheiro. Muitos dizemos: o que importa é dinheiro no bolso.
O Espírito Santo habita em nós, mas o pecado também habita em nós. Nosso coração é o palco de uma batalha espiritual. Nossa tarefa é escolher o lado nesta luta. Se escolhemos o Espírito Santo, ele triunfará. Se escolhemos o pecado, ele nos vencerá.
Se escolhemos o Espírito Santo, alegramos o Espírito Santo. Se, escolhemos o pecado, entristecemos o Espírito Santo habitante em nós ("Não entristeçam o  Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção" -- Efésios 4.30)
O "ou, ou" é dramático. Ou alegramos ou entristecemos o Espírito Santo. Não tem meio termo, como nossas vidas parecem achar.
 
5
Termino com um texto paulino que é perfeitamente sinônimo de Gálatas 2.20:
 
"Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem". (2Coríntios 2.14-15)
 
Na minha infância conheci um homem exemplar, como pai e como cristão. A máscara, no entanto, do irmão José (nome fictício) caiu quando meu pai conheceu um homem que era funcionário da mesma loja em que trabalhava o irmão José. Um dia a conversa entrou pelo campo da fé.
-- Você conhece o José? -- perguntou meu pai.
-- Conheço.
-- Ele também é da minha igreja.
A resposta, desagradável, foi:
-- Conheço o José. Nunca imaginei que fosse crente.
Anos mais tarde, José foi se revelando. Abandonou a família, largou a igreja e foi viver a vida que, parece, sempre quis, sem nenhum aroma de Cristo. 
 
Não somos justificados por nós mesmos, isto é, não vencemos o pecado por nós mesmos. É impressionante como nos esquecemos disto, quando fazemos listas do que é e do que não é pecado... para os outros, quando lamentamos os pecados... dos outros, quando fazemos uma hierarquia de pecados, em que os piores são os que os outros cometem e os menos graves são os nossos.
Não pecamos? Foi Deus quem nos conduziu no itinerário da santidade. Foi o Espírito que habita em quem venceu, não a nossa carne. A carne não vence a carne. A carne perde para a carne, sempre.
O perfume que sai de nós não foi produzido por nós: foi produzido pelo Espírito Santo. A marca do nosso perfume é "Jesus Cristo".
 
6
Então, voltamos ao texto áureo de Paulo aos Gálatas:
"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gálatas 2.20)
 
Se você foi "crucificado com Cristo", você morreu para si mesmo. Se morreu, você não vive mais. Você se belisca e vê que está vivo. Sim, você vive. Na verdade, não é você quem vive, é Cristo quem vive em você.
Esta vida que você vive se desenvolve no corpo, isto é, na sua vida cotidiana, na sua história. E você só vive esta história pela fé que tem em Jesus Cristo como Filho de Deus, como seu Salvador, como seu Senhor.
É crucificado com Cristo aquele que morreu para si mesmo, para que Cristo viva.
É crucificado com Cristo aquele que sabe que é amado por Jesus e recebe este amor, sabendo que vive por causa deste amor.
É crucificado com Cristo aquele que deixou na cruz o seu eu, feito de desejos e vontades.
É crucificado com Cristo aquele que deixou sua vida na cruz, para viver a vida de Jesus, possível por causa da habitação do Espírito Santo.
É crucificado com Cristo aquele que recusa o domínio do pecado sobre a sua vida.
É crucificado com Cristo aquele que tem alegria em ser habitado pelo Espírito Santo.
É crucificado com Cristo aquele que, sabendo que no seu coração se trava uma batalha espiritual, entre o Espírito Santo e o pecado, escolheu o lado do Espírito Santo.
É crucificado com Cristo aquele que fica constrangido quando peca.
É crucificado com Cristo aquele que tem prazer em dar prazer ao Espírito Santo.
É crucificado com Cristo aquele que não olha para os pecados dos outros, mas para os seus.
É crucificado com Cristo aquele que se deixa conduzir pelas mãos de Jesus para a vitória da santidade.
É crucificado com Cristo aquele em quem Cristo vive.
 
Cristo vive em você, se a sua fé é nele e para ele, não em você mesmo, não em alguma pessoa.
Cristo vive em você, se você é cristão em tempo integral, não em tempo parcial, quando está na igreja, quando está lendo a Bíblia
Cristo vive em você, se você aceita com a mente e com o coração que Ele morreu em seu lugar, embora você merecesse morrer e só não morreu por causa do magnífico amor de Jesus que o substituiu.
Cristo vive em você, se você matou sua autossuficiência na cruz.
Cristo vive em você, se você morreu com Ele na cruz, tendo o seu pescoço quebrado, seu topete derrubado, seu coração de pedra trocado por uma coração de carne, seu orgulho mortificado, e sua vida agora é conduzida por Jesus Cristo (cf. PIPER, John. Do Not Nullify the Grace of God. Disponível em
Cristo vive em você, se você se olha no espelho e diz "Cristo vive em mim" ou dialoga com uma pessoa e tem a coragem de se expor assim: "Cristo vive em mim".
Cristo vive em você, se é Ele toca a música que você toca. No cinema, quando um grande músico aparece tocando uma música, há um truque: o ator aparece, mas é outra pessoa que toca, uma pessoa que sabe tocar. Nós somos como estes atores: não sabemos música, mas, se formos humildes, e deixarmos o músico tocar, a melodia encantará o mundo.
 
***
Posso eu cantar assim? Pode você garantir assim?
"Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gálatas 2.20)


ISRAEL BELO DE AZEVEDO
 

DEUS QUIS MESMO MATAR MOISÉS?

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Por que  Deus quis matar Moisés? 

UMA PERGUNTA
De Êxodo 4.25, surgem duas perguntas: Por que  Deus quis matar Moisés? Zípora chama Moisés de sanguinário,  mas é ela que circuncida o filho. 
 
UMA RESPOSTA
Este é um dos textos mais difíceis da Bíblia, em função do hebraico bastante difícil e da concisao do texto.
De qualquer modo, muito provavelmente Moisés se absteve de exercer seu papel, o de pai, a quem cabia a circuncisão do filho. Ao não faze-lo, ele sobrecarregou a esposa, que teve que pegar uma faca e fazer a necessária cirurgia. A omissão de Moisés fez dele um sanguinário, no sentido que obrigou sua esposa a ser sanguinária (a derramar sangue, tarefa exclusivamente masculina).
A ameaça de Deus sobre Moisés visava despertar o jovem líder para sua tarefa em casa. A vida em família não pode ficar em segundo plano, nem mesmo em nome de Deus, que não quer este tipo de sacrifício. Como o serviço (excessivo) de Moisés era para Deus, Deus então deu um ultimato, como se dissesse: eu quero obediência, não sacrifício. Moisés entendeu. Se não entendesse, morreria, o que configura mais uma faceta da ira de Deus.
 

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